e definitivamente eu não deveria ser capaz
de dominar fisicamente outra pessoa.
Então pra mim, é tipo um grande testamento pro Jiu Jitsu.
Há mais de, eu acho que uns seis ou sete anos,
meus problemas ficaram piores,
assim bastante dor e foi difícil.
Então eu finalmente tive que fazer a cirurgia.
Eu acordei da cirurgia paralisado.
Minha filha tinha só dois anos.
Eu não sabia se eu iria viver até os 80.
Eu não sabia se eu iria morrer antes de voltar pra casa.
Eu não sabia que tipo de expectativa de vida eu teria.
Tipo assim eu não sabia se eu viveria uma vida normal.
Tipo quando minha filha tiver 15 ou 16 anos,
ela pode ter um daqueles namorados não muito legais mas eu
não posso ajudá-la porque eu estou numa cadeira de rodas.
Então a primeira coisa que eu pensei foi fazer minha filha
se envolver em artes marciais.
Foi algo que a deu confiança,
algo que lhe deu habilidade de se proteger
então ela se envolveu
e quando ela encontrou o jiu jitsu ela amou.
Ela simplesmente se apaixonou
e eu sendo um super fã, a vida inteira fã de MMA,
assistindo os primeiros UFCs e tal,
ai eu tô na cadeira de rodas em casa
e isso é uma barra de braço.
Isso é isso, e brincando,
e um dia ela veio e disse papai,
você deveria fazer jia jitsu que nem eu e eu peraí.
Tem uma grande diferença em eu rolando por aí
com você em casa e eu como um adulto
com outro corpo inteiro funcionando.
E ela disse bom você pode sempre tentar.
Eu não consigo argumentar com tentar.
Ela está certa eu posso tentar.
Era minha filha cara.
A ideia foi dela.
Se não fosse pela sugestão dela
eu acho que eu nunca teria pensado sobre o assunto.
É tipo mesmo quando não vai do meu jeito,
mesmo nos piores confrontos onde eu sou esmagado
e acabo batendo todas vezes,
distrai a minha mente de tudo isso.
Prra mim é quase que andar de bicicleta
sem as rodinhas pela primeira vez.
E como se eu fosse livre, é tipo como a liberdade
de toda essa vida.
É tipo uau, eu tô fora da cadeira de rodas fazendo algo.
É tipo como se eu fosse normal de novo.
É tipo como uma montanha russa muito louca,
mas eu me sinto tão vivo e feliz e tipo uma sensação boa
por tipo uma semana.
Foi quase uma drenagem.
Eu senti como se tivesse dado tudo de dentro de mim.
Eu tive a sensação que eu aprendi muito sobre mim mesmo
e daí é como se fosse uma coisa totalmente nova
de uau eu posso fazer jiu jitsu.
Na verdade agora eu posso competir em jiu jitsu.
Daí era tipo deixa eu me olhar aqui.
O que mais eu consigo fazer nessa vida?
Eu realmente adoro ajudar as pessoas.
Eu sempre gostei de fazer isso
e antes da minha lesão eu tinha chegado
ao ponto onde eu estava infeliz no meu casamento,
eu estava infeliz com o meu trabalho,
e eu não gostava mais daquilo.
Eu queria algo melhor
e eu apenas rezei uma noite
e eu disse Deus apenas me tire dessa vida.
Me coloque em uma posição para ajudar as pessoas.
Literalmente dentro de um mês essa foi a minha situação.
Não aconteceu até a primeira pessoa chegar em mim
e dizer você sabia, eu tenho feito Hapkido todos esses anos
e eu sempre quis tentar jiu jitsu
e eu nunca faria porque tenho problema nos joelhos
e eu estou ficando velho e isso e aquilo,
mas eu te vi lá e e eu meio que todas
as minhas desculpas já eram.
Então eu fui e me inscrevi
e estou começando as aulas semana que vem.
Eu ouvi alguém vir até mim e contar aquilo
e aí eu pensei quer saber?
Talvez isso tudo é uma resposta daquela oração.
eu estou agora numa posição para ajudar as pessoas.
Eu sinto vontade de olhar para trás em tudo isso,
foi como se fosse uma benção, entende?
Nós temos nossas lutas, assim minha luta é a mobilidade.
Eu tenho dor, eu tenho alguns problemas com isso,
mas na maior parte do tempo é como se tivessem me dado
superpoderes para inspirar e motivar outras pessoas.
Está passando por cima do ruim como qualquer outra coisa.