
News.
Eu sou Daniela Gross.
Neste programa, vamos falar da adoção de uma resolução sobre insegurança alimentar
e conflitos no Conselho de Segurança; você vai conhecer a situação de crianças refugiadas
rohingya em Bangladesh.
E para encerrar, uma entrevista exclusiva da ONU News com uma portuguesa que integra
a Comissão de Direito Internacional.
Mas vamos ao Conselho de Segurança, que adotou uma resolução sobre a relação da fome
com conflitos.
Os países patrocinadores foram a Cote d'Ivoire, também conhecida como Costa do Marfim, Kuweit,
Holanda e Suécia.
A reportagem é de Eleutério Guevane.
A resolução procura chamar a atenção para a ligação entre conflito e fome, e também,
o aumento da insegurança alimentar nos últimos anos.
Segundo os países-membros do Conselho de Segurança, existe uma forte associação
entre fome e conflitos armados.
A resolução 2417 foi aprovada por unanimidade.
A representante da Holanda, Lisa Gresoire-Van Haaren, disse que foi um verdadeiro sinal
de esperança que o Conselho tenha sido unânime em concordar com algumas normas básicas da
humanidade.
Ela agradeceu aos membros do Conselho e disse que tinham dado um grande passo para que o
uso da fome como técnica de guerra se torne um crime do passado.
Já o coordenador político do Reino Unido, Stephen Hickey, disse que milhões de pessoas
vivendo em situações de conflitos armados sofrem com um nível alarmante de fome por
causa de ações políticas e militares.
Para ele, a adoção unânime da resolução salienta a convicção do Conselho de que
a fome não é algo que as partes envolvidas nos conflitos não possam evitar.
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, lembrou que após quase
uma década de redução, o número de pessoas com fome novamente cresce.
Apenas em 2016, 815 milhões pessoas sofriam com desnutrição crônica.
E vamos agora falar de uma outra crise que afeta crianças refugiadas.
Acampamentos de Cox's Bazar, em Bangladesh, estão abrigando crianças e mulheres da minoria
rohingya que fugiram do país vizinho, Mianmar, por causa da violência.
A atriz indiana e embaixadora da Boa Vontade do Unicef, Priyanka Chopra, realizou uma visita
ao local.
Quem traz mais detalhes é Monica Grayley.
A embaixadora do Unicef fez uma viagem de quatro dias à região, onde visitou campos
de refugiados e assentamentos informais.
Ela conheceu centros de aprendizado infantis do Unicef.
Priyanka Chopra disse com a visita pôde entender a seriedade da crise e a dificuldade de manter
a educação das crianças nos campos. A embaixadora da Boa Vontade mencionou
que os desenhos feitos pelas crianças na escola retratavam a violência.
A atriz indiana contou ainda que todas as crianças que encontrou, queriam voltar para
casa, estudar e construir um futuro.
Priyanka Chopra disse que não importa qual é a história de uma criança, a religião,
a etnia, crença, nada...
O que importa mesmo é o papel de cada uma na construção do futuro.
Para ela, o risco de essas crianças se tornarem uma geração perdida
deve ser um problema de todos.
Da ONU News em Nova Iorque, Monica Grayley.
O governo de Bangladesh recebeu mais de 700 mil refugiados rohingya desde agosto de 2017.
E aqui nas Nações Unidas, uma reunião marcou os 70 anos da Comissão de Direito Internacional
chamando a atenção para a baixa representação de mulheres no grupo.
O encontro, que contou com a presença do embaixador de Portugal Francisco Duarte Lopes,
lembrou que em 70 anos apenas 7 mulheres foram eleitas para a Comissão.
Uma dessas poucas mulheres é a jurista portuguesa, Patricia Galvão Teles.
Logo depois da reunião, ela conversou com a ONU News.
Vamos ver.
A propósito da comemoração dos 70 anos da Comissão de Direitos Internacional, organizou-se
também uma exposição com muita informação sobre a Comissão,
que está na sede das Nações Unidas em Nova Iorque.
Por exemplo, temos aqui uma fotografia o dia da eleição em novembro de 2016 em
em que, as quatro mulheres, atualmente membros, foram eleitas pela Assembleia Geral,
pelos 193 estados da Assembleia Geral das Nações Unidas.
Aí a conversa de Patricia Galvão Teles com Eleutério Guevane, aqui da ONU News.
Ela não representa Portugal na Comissão de Direitos Internacional que tem mandatos
independentes, mas é a única integrante de língua portuguesa.
As primeiras mulheres a serem eleitas para o grupo foram Paula Escarameia de Portugal
e Xue Hanqin, da China.
O que ocorreu apenas em 2001.
Os participantes do evento pediram aos países-membros que considerem a possibilidade de aumentar
a participação feminina na próxima eleição.
O Destaque ONU News vai terminando, mas não esqueça de acompanhar estas e outras notícias
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Na próxima segunda, será feriado aqui na ONU e não teremos o Destaque ao vivo.
Neste caso, voltamos na terça-feira.
Desejamos a você um bom fim de semana.
E hoje, vai um abraço para quem nos segue de Caxias do Sul, no Brasil, e de Londres, no Reino Unido.
Até a próxima!
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